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Casa
em miniatura ou casa de boneca, ambientes miniaturizados, roomboxes, glass
cases, vitrinetes, miniaturistas, minimaníacos. Termos utilizados em uma
atividade quase desconhecida em terras brasileiras, embora muito
desenvolvida e popular na América do Norte e diversos países da Europa
– onde movimenta milhares de dólares em diversas áreas de atuação. Nos
Estados Unidos e Canadá, por exemplo, o hobby responde pelo terceiro volume de
vendas, perdendo apenas para filatelia e numismática. Lá, existem mega-lojas
– em que é possível encontrar de tudo... e mais um pouco! –, uma
infinidade de artesãos famosos, literatura e imprensa especializadas,
organizadores de eventos, exposições constantes e até museus dedicados apenas
ao tema.
Finalmente,
a paixão pelas Casas de Boneca está se alastrando também no Brasil. Mas, por
enquanto, a situação aqui é bem diferente: livros e revistas só importados,
pouquíssimas exposições, nenhuma loja especializada em suprimentos -
como portas, janelas, dobradiças, maçanetas e outros materiais. Os artesãos
brasileiros precisam confecionar cada peça. Por isso, foram poucos os que
se atreveram a percorrer os caminhos da criatividade na escala 1:12 – a escala
oficial para Dollhouse Miniature.
Foi
o que aconteceu com a paulistana Regina Passy-Yip, que há quase dez anos
aprendeu tudo sozinha e hoje dá aulas. Ela constrói ambientes personalizados,
confeccionando desde o suporte até o último adorno, e diz que as miniaturas
compõem seu estilo de vida. Já os artesãos Pépp de Assis e Orson Gonçalves,
mineiros residentes em São Paulo, são especializados na reprodução do mobiliário
brasileiro nos estilos Regência – final do século XIX – e Art-Decô. Os três
já foram foco de reportagem em diversos veículos de imprensa, dada a qualidade
de seus trabalhos.
Muito
bem planejado e detalhado também é o trabalho dos miniaturistas Marion e Bruno
Corrêa Lima, que reproduz fielmente a arquitetura e os ambientes do início do
século XX. Eles são associados à ABMini – Associação Brasileira de
Miniaturistas, cuja sede é no Rio de Janeiro.
Mais
recentemente – iniciados talvez pelos fascículos lançados em banca por
editoras estrangeiras e apesar das dificuldades –, muitos outros minimaníacos
brasileiros estão despertando para as inúmeras possibilidades de expressão e
coleção proporcionadas pelas casas em miniatura. E, quando iniciam, eles não
tem a mínima idéia de quão imenso é esse mundo: rico de informação e história,
capaz de absorver horas em pesquisas e projetos, prender a atenção e entreter
por dias, meses e até anos.
A
colecionadora Dânia Roberta Acevedo, brasileira que trabalha no México e viaja
muito, optou pelas miniaturas para economizar espaço. Hoje, paradoxalmente,
possui quase 100 roomboxes de 52x50x35cm e sonha em montar uma sala de
exposição permanente para abrigar sua coleção.
Exposição Minimania
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